
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores morais.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos e temos raiva freqüentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho, dando-lhe boas vindas, ou um feliz natal.
Conquistamos o espaço, o mundo, mas não o nosso próprio eu.
Pelo contrário, na maioria das vezes sabemos muito pouco sobre nós mesmos.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito para com os demais; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e morais descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'.
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa.
Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre.
Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo, num colega, pois isso não lhe custa um centavo sequer.
Lembre-se de dizer 'EU TE AMO' à sua companheira (o) e às pessoas que você ama.
Mas, em primeiro lugar, ame... Ame muito, ame a vida e ao seu semelhante.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.
"O SEGREDO DA VIDA NÃO É TER TUDO O QUE SE QUER E ALMEJA, MAS SIM AMAR TUDO O QUE SE TEM E CONQUISTOU!"



Lembro-me ainda, pai, daquelas manhãs em que sentia seu beijo sobre a minha testa, suas mãos alisando meus cabelos, ajeitando os cobertores e depois saindo do meu quarto nas pontas dos pés. Eu fingia que dormia, pai. Como era bom ouvir seus passos vindo para perto da minha cama ... sentir que seus olhos me fitavam com tanto amor (quase devoção). Docemente eu adormecia, sonhava com anjos vestidos de todas as cores e todos eles tinham os rostos iguais ao seu. Eu acordava, ainda sob a magia do seu toque, do seu carinho, da sua presença angelical e protetora. Você sempre me pareceu o mais bonito de todos os homens, o mais inteligente, o mais sábio, o mais feliz só por me saber no mundo ... eu, sua semente germinada, seu fruto favorito, sua flor mais bem cuidada. Lembro-me ainda, pai, das brincadeiras no quintal, dos safanões pelas minhas travessuras, do seu remorso depois. Sabe, pai? Eu me aproveitava dos seus remorsos para pedir coisas que queria, só para sentir que, apesar das minhas traquinagens, você me amava acima de tudo e sempre me perdoava. Até acabava achando graça ... não era assim, pai? Em meio a essas lembranças, sinto vontade de partir com você para a "Terra do Nunca Crescer", onde as lágrimas são de manha, de mimo, de dengo ... que vontade, pai! Hoje sou fruto maduro, uma planta crescida, uma flor toda aberta num jardim onde passa tanta gente, pai! Olhando toda essa gente, imagino que todas (ou quase todas) sentem-se como eu. Isso me consola e faz-me seguir adiante, faz-me ir ao encontro da felicidade, que você sempre me assegurou que existe. Não estou infeliz, pai. Apenas sinto saudade ... sinto falta de você ao meu lado como antes. Eis porque agora abro-lhe meu coração, minha alma e todo meu sentimento. Nenhum outro homem marcará tanto a minha vida como você já marcou. Ninguém invadirá este lugar em mim onde para sempre você há de morar e onde sempre morou. Pai, abrace as minhas lembranças e todo o meu amor.